Como é? ciclovias apenas de domingo?

São Paulo faz propaganda de ciclo-vias com pessoas alegres e bonitas circulando pelas estradas de São Paulo. Colocam, é claro , para não dar indícios de que a coisa é uma farsa, vários locais escrito DOMINGO.
Esquecem a grande metrópole que a bicicleta não é um objeto apenas de passeio, já existe a muito tempo e só agora estamos, nós os ciclistas, procurando fazer o que deveria ter sido feito desde 1963.
A bicicleta teve a sua criação no início do século 19, quando estas ainda eram dotadas de linhas e formas, hoje consideradas, bastante engraçadas, como a roda dianteira maior que a traseira e, durante um bom tempo, traziam sua estrutura toda em madeira.
Muito utilizada para o lazer, aventura e manobras radicais, a bicicleta também representa o principal meio de deslocamento de uma expressiva parte de trabalhadores e estudantes brasileiros que se utilizam desse meio, diariamente. Em alguns países a população reconhece a real eficiência ciclística como meio de transporte, como por exemplo, na Holanda, onde 27% da população utilizam a bicicleta em seus deslocamentos diários, a Dinamarca, 18% e a Suíça, 15%.
No Brasil, segundo a Agência Nacional de Transporte Público, 44% dos brasileiros se deslocam no dia a dia a pé, 29% de ônibus, 19% de automóveis particulares, 7% de bicicletas e 1% de motocicletas. Isto demonstra que 51% da população não utiliza meios de transporte motorizados. No entanto, a maior parte dos investimentos públicos, concentra-se na criação e manutenção de infra-estrutura para veículos automotores.
Isso acontece porque grande parte dos cidadãos não conhecem as leis e somos derrotados pela a falta de informação. Os ciclistas estão a cada dia mais e mais adquirindo meios de conseguir se movimentar, quer seja por lazer, por esporte ou por ser meio de transporte.
Não basta apenas 1 dia da semana para termos o que já é nossa(a rua, os parques, as ciclovias), queremos respeito e vontade política-não é pedir demais … é?
De acordo com nós os ciclistas internautas a cultura do uso de bicicleta está crescendo no Brasil, uma boa notícia para quem se preocupa com o bem estar e meio ambiente. Foi aprovado, em agosto deste ano, um projeto de lei que prevê o repasse de 15% do valor arrecadado em multas de trânsito para a realização do Programa Bicicleta Brasil (PBP), que incentiva o uso de bicicletas em todos os municípios com mais de 20 mil habitantes. Isso quer dizer que uma cidadesinha de São Paulo ou qualquer outro estado, cito a cidade de Álvares Machado que se não me engano tem 23 mil habitantes, pequena e considerada uma cidade dormitório, o projeto deve ser implntado.
De acordo com as leis que estão tramitando, a Câmara dos Deputados está analisando o novo Projeto de Lei 1346/11, que cria o Estatuto dos Sistemas Cicloviários. A proposta é do deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) e de acordo com o projeto, a União, os estados e os municípios, serão obrigados a criar próprios sistemas cicloviários.

Pedimos ciclovias. A carência de ciclovias e estruturas necessárias para esse tipo de transporte é um triste exemplo desta situação, fazendo com que os ciclistas tenham que dividir o espaço das ruas e avenidas movimentadas com os veículos, ficando assim, sem o mínimo de segurança necessária, visto que os motoristas, raramente, respeitam os ciclistas, assegurando a preferência e mantendo distância lateral mínima de 1,5 metros do mesmo.
Segundo o Código Nacional de Transito, “compete aos órgãos públicos, planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas.”… esse direito já temos.
Deve-se lembrar ainda que não somente a bicicleta pode ser considerada um meio de transporte alternativo e mais eficiente, mas vários outros, como ônibus, metrôs e trens, que possuem maior capacidade de passageiros.
Ao deixar o carro em casa e passar a utilizar mais a bicicleta nos deslocamentos diários, pode-se unir a atividade física com a redução da poluição atmosférica, gerando uma melhor qualidade de vida a todos. Mas para isso é necessário que se façam maiores investimentos em infra-estrutura cicloviária nos centros urbanos.
Algumas medidas adotadas, devem ser ampliadas, como por exemplo o vagão que leva as bicicletas, tanto no metrô como em trens. Outras como implantar alguns estacionamentos para bicicleta, principalmente em órgãos públicos, como escolas, hospitais, secretarias municipais, prefeitura etc…


Estamos vendo um grande crescimento de utilitários de bicicletas, empresas como hipermercados, supermercados e até o mercadinho da esquina, estão com um estacionamento ciclístico. Bicicletas mais novas, dobram e viram apenas uma maleta. Empresas de ônibus estão apostando em um porta-bike, ou seja, tudo irá dar certo, se Deus Quiser!
Vamos guiando e vendo o que mais podemos fazer, o que podemos implantar, o que sua cidade tem a oferecer
Segundo a Folha . A cidade de São Paulo tem, segundo a Secretaria Municipal de Transportes, mais de 67 km de ciclovias e ciclofaixas, localizadas em espaços como parques, ruas e avenidas. De acordo com a pesquisa Origem/Destino do Metrô, de 2007, São Paulo tem 300 mil deslocamentos diários de bicicleta em toda a região metropolitana.
Estudo mostra rotas para andar de bike em SP
No plano de metas da prefeitura está prevista a criação de 100 km de ciclovias (quando há separação física dos carros) e ciclofaixas (pista criada numa faixa já existente, mas com sinalização especial) em oito locais da cidade até 2012.


Todos os ciclistas podem dizer que sem objetivo, sem trajeto nas ciclovias, será apenas um parque de diversões, um lazer, no máximo um exercício, coisa que falta ao paulistano fazer.
O interessante para o ciclista, que hoje em dia corre apuros mil, seria ter linhas e trajetos que ciclovias bem definidas, e como já somos muitos no Brasil inteiro, saindo de suas casas para ir até o serviço, escola… atrevendo-nos a correr riscos, seria o trajeto de casa para o trabalho. Ótimo, não acham? Pessoas como nós, já estamos acostumados com o desrespeito dos nossos irmãos, já temos uma experiência de sair de cada problema, não temos?

Onibus e caminhões nos esmagando contra a rua, contra a calçada, carros FDP que nos atropelam, deixam sequelas e não a 40Km/h, mas a mais de 50Km/h, isso quando a placa indica que há escola e existe faixa de pedestre e a placa sinaliza 30Km/h e um pare bem antes…

É necessário educação, tanto dos ciclístas, pois quem disse que estamos fora dessa, quanto a dos automóveis, carros, ônibus, vans, caminhões… afinal, todos que são considerados meio de transporte.

É necessário fazer com que o pedestre vá a faixa de pedestre, e atravesse pela segurança dele e de quem está conduzindo um transporte  na rua. Se faz necessário dizer que, motoristas, tomem cuidado, a faixa de pedestre irá tirar sua CNH e quanto mais multas melhor para os “bikers”, rsrs

Abraços Fraternais Mozart Faggi

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Sobre saxmozartfaggi

Ciclista desde 1974, por gostar de ser ciclista, mas em minha cidade não era difícil percorrer 10 a 15km com montanhas que são predominantes, mas o único impecílio era a irresponsabilidade dos motoristas. Dá para se ir ao seu emprego de bike, basta apenas ter um pouquinho de tempo a mais e uma roupa para trocar. Muitos já trocaram o carro pela bike, por ser econômica, gasósa e academia, e por as vezes, serem melhores para estacionar e ir de um ponto a outro... isso é fato. Demoro 25min para chegar ao centro de SBC, mas depois que lá estou, qualquer caminho para mim é mais rápido do que um carro, menos perigoso que uma moto, isso é fato!
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